sábado, 10 de setembro de 2011

Seminário EAD - 2011

Boa tarde a todos,

Venho informá-los que nos dias 21 e 22 de setembro, em Florianópolis, no Centro de Eventos da UFSC, acontecerá o III Seminário de Pesquisa em EaD. As inscrições irão até dia 16 de setembro de 2001, ainda dá tempo... Veja programação completa no link a baixo:

http://ead.ufsc.br/seminario2011

sábado, 21 de agosto de 2010

Cateterismo Vesical de demora

Cateterismo Vesical de Demora

Uma simples cateterização vesical estéril ocasiona infecção do trato urinário (ITU), esta incidência aumenta de modo marcante em pacientes hospitalizados, com risco de ITU de 10% a 20% em mulheres.
Este é um dos procedimentos invasivos mais freqüentes no meio hospitalar e algumas práticas de uso comum devem ser revisadas.

Indicações

Drenagem urinária;
Mensuração de débito urinário em pacientes críticos;
Irrigação vesical em pacientes que apresentam obstrução (Ex: coágulos, cálculos ou tumores);
Pós operatório de cirurgias urológicas;
Preparo pré-parto;
Pré-operatório;
Incontinência urinária.

Técnica de Cateterização

Utilizar material estéril na inserção do cateter urinário de demora com técnica rigorosamente asséptica.
Na escolha do diâmetro do cateter, imagina-se que,quanto maior o calibre, melhor a drenagem. Considerando-se que os cateteres de maior calibre podem ocluir as glândulas parauretrais, favorecendo formação de abscessos e estenoses, causando erosão do esfíncter externo.
Utilizar cateter de menor calibre (12F a 16F no adulto) que permita uma boa drenagem urinária, evitando-se assim as complicações decorrentes da utilização de cateteres inadequados.
Cateteres calibrosos (22F ou 24F) estão indicados em
Procedimentos urológicos passíveis de formação de coágulos.
Em relação ao uso de lubrificantes para a introdução do cateter urinário, recomenda a utilização de substâncias hidrossolúveis, como a lidocaína geléia a 2%.
Nos pacientes do sexo masculino, sugere-se a instilação uretral de 15 a 20 ml, enquanto que, nas pacientes do sexo feminino, esta lubrificação pode ser realizada diretamente no cateter urinário.
A drenagem de urina pelo cateter pode ser utilizada na verificação da posição intravesical da extremidade do cateter. Porém, em pacientes do sexo masculino, recomenda-se introduzir o cateter até a extremidade distal para se confirmar que o balão de retenção esteja dentro da bexiga, inviabilizando sua insuflação na uretra.
Recomenda-se a utilização de água destilada no balão de retenção, uma vez que soluções salinas ou com outros eletrólitos, trazem o risco de cristalização após longos períodos o que pode dificultar a deflação do
balão ao tentar retirar o cateter.
O enchimento do balão com ar também não é recomendado, uma vez que pode ocorrer a saída espontânea do ar, resultando em deflação precoce do
balão de retenção e conseqüente saída do cateter.
Alguns profissionais acreditam que quanto maior o volume introduzido no balão de retenção, menor a chance de paciente perder, acidentalmente o cateter.
Estudos demonstram que insuflar o balão com 5-10 ml de água destilada é suficiente.
A hiperinsuflação pode causar irritação do colo vesical levando a contrações involuntárias da bexiga e possíveis perdas urinárias pericateter; além disso o peso do balão pode levar à lesão do colo vesical.
A fixação da sonda de foley, no paciente do sexo masculino, uma vez instalada, deve ser realizada no abdômen, de modo a evitar a escarificação da uretra e lesão do colo vesical por deslocamento abrupto do balão quando pacientes agitados ou desorientados flexionam e estendem a
coxa de modo descoordenado.

Cuidados Com o Cateter e Sistema Coletor de Urina


Durante muito tempo se recomendou, como cuidado com o cateter urinário, a limpeza do meato uretral duas vezes ao dia, com soluções como polivinilpirrolidonaiodo(PVPI).
No entanto, o Center for Disease Control and Prevention(CDC), após a realização de estudos comparando a utilização do PVPI com o uso de água e sabão, concluiu que não há diferença na eficácia entre uma ou outra. Uma cuidadosa higienização do meato uretral com água e sabão neutro, uma
vez ao dia, mostrou ser eficiente.
Os sistemas fechados de drenagem urinária utilizados são bolsas plásticas descartáveis, que visam diminuir ainda mais a incidência de infecção urinária, pela adição de alguns dispositivos como válvula anti-refluxo,
câmara de gotejamento e conduto para coleta de urina para
exames.
Atualmente, a grande maioria dos coletores de urina de sistema fechado disponíveis no mercado possui um dispositivo de látex auto-retrátil, especialmente desenhado para a coleta de urina, bastando realizar uma
cuidadosa assepsia com álcool a 70% e aspiração local com seringa e agulha de fino calibre.
São cuidados essenciais na manutenção do cateter e bolsa coletora de urina, observar cor, volume e aspecto da urina drenada, prevenir dobras ou
tensões no tubo extensor, manter a bolsa coletora abaixo do nível de inserção do cateter urinário, prevenindo refluxo da urina para a bexiga, além de monitorar rigorosamente sinais de infecção do
trato urinário.

Fatores que Contribuem para a Infecção

Área periuretral preparada de forma inadequada antes da inserção do cateter;
Falhas na técnica asséptica ao introduzir o cateter;
Trauma ou escarificação da uretra por pressão do meato devido ao uso de cateter calibroso,
Entrada de microrganismos através da junção entre o cateter e o meato uretral;
Contaminação do sistema de drenagem por desconexão do sistema e contaminação da bolsa coletora, com fluxo retrógrado para a bexiga.
Preconiza que pacientes cateterizados por longos períodos devem ser tratados com antimicrobianos de largo espectro, por três a cinco dias, somente se aparecerem sintomas de infecção.
É importante lembrar que o cateter deve ser removido o mais precocemente possível.
A cateterização prolongada pode levar a complicações locais e sistêmicas
como:

Uretrite, abscesso uretral, cálculo vesical;
Cistite, prostatite aguda ou crônica;
Lesão na uretra bulbar por espasmo do esfíncter externo no momento da cateterização;
Fístula retovesical, insuficiência renal devido a pielonefrites de repetição.
Dentre as recomendações para a prevenção de infecção urinária associada a cateteres, a lavagem das mãos antes e após a manipulação de cateteres e
sistemas coletores de urina deve ser considerada como imprescindível.
Toda a equipe de saúde deve conscientizar-se da importância desta medida simples.